O monumento mais expressivo de arquitectura cisterciense em toda a Europa, Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça. A simplicidade da igreja combinada com a sua grandeza, produz uma impressão de austeridade rara constituindo todo o conjunto o monumento de maior importância na história da arquitectura medieval em Portugal.
Abadia foi construída pelos monges cistercienses entre 1178 e 1254, de acordo com as normas da casa-mãe da Ordem de Cister, em Claraval. Os frades de Cister tinham chegado a Portugal em 1138, ficando instalados em S. João de Tarouca, onde deram mostras da sua grande aptidão para a gestão agrícola e povoamento dos territórios conquistados por D. Afonso Henriques. Por essa razão o Rei Conquistador lhes terá atribuído as novas e férteis terras estremenhas apoderadas aos mouros, aonde se instalam em 1152.
A igreja deste Mosteiro é considerada o maior templo de Portugal. A sua fachada atinge 43 metros de altura. É disposta em cruz latina e tem três naves de grande amplitude.
Até ao séc. XVIII, a Abadia teve diversas ampliações e modificações, bem patentes na fachada, onde o barroco convive com o românico-gótico.
Aqui se encontram algumas obras-primas da escultura portuguesa, como os túmulos de D. Pedro I e de D. Inês de Castro (séc. XIV), e a composição do Altar de S. Bernardo.
No acesso à Sacristia, pode admirar-se um magnífico pórtico manuelino, da autoria de João de Castilho.
O Claustro só foi concluído no reinado de D. Dinis, e, durante o período manuelino, recebeu mais um andar, onde se situa o dormitório dos monges.
São ainda referência: a Casa do Capítulo, com esculturas seiscentistas; a Adega e o Refeitório dos Frades; a gigantesca cozinha com 18 metros de altura, onde passa um braço do Rio Alcoa; e a Sala dos Reis, com estátuas de todos os monarcas portugueses, até D. José, e painéis de azulejo do séc. XVIII, onde é narrada a lenda da formação do Mosteiro.
A fachada da Abadia mede 221 metros de comprimento e divide-se em duas alas, interrompidas pela Igreja, ao centro.
A Norte ficavam os aposentos reais, utilizados aquando das visitas da Corte; a Sul, a área residencial do Abade e dos monges.

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