segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Estátua de D. Afonso Henriques

na

Abadia de Santa Maria de Alcobaça



D. Afonso Henriques antes da batalha de Santarém prometeu se a ganhasse, daria à Ordem de Cister uma determinada área de terra onde iriam construir a sua abadia, e divulgar a Fé Cristã.
Esta foi uma das formas de agradecimento que os Monges da Abadia Alcobaça tiveram para com este Rei ao aplicarem sua estátua num ponto alto da Abadia.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Vale da Ribeira do Mogo

Comecei a andar muito novo por estes vales e cabeços nunca mais deixei de o fazer. Sei bem como toda esta área de beleza natural era tratada, com a maioria destas parcelas de terreno agricultadas. Conheci o olival da Lapa onde hoje é o campo de futebol e da estrada do Carvalhal para a Ataíja de Baixo estar por alcatroar.
Com o abandono da agricultura dá-se inicio a uma nova etapa, a dos maus tratos ambientais.
Actualmente a única actividade humana que se pratica é o abate intenso do Carvalho da Oliveira e do Pinheiro.
Com a agravante de na área do abate deixarem as braças e os ramos espalhados ou empilhados no chão. Criando desta forma mais um pólo propício à deflagração de incêndio.
Deixam garrafas plásticas, algumas com restos de óleo que serviram para lubrificar a máquina de corte o moto-serra.
Nas partes mais estreitas dos caminhos os muros alguns bem bonitos revestidos a musgo, foram derrubados e em alguns sítios as pedras atiradas para o leito do ribeiro, para puderem passar com o tractor e reboque. Encontram-se muitos cartuchos da caça, maços tabaco vazios, vários tipos latas, sacos plástico, etc, etc.
A rapaziada do Btt também deixa o seu rasto pela negativa, deitam fora principalmente os plásticos das barras alimentares e energéticas.
Os organizadores dos passeios atam as tiras plásticas vermelhas/brancas ou publicitadas, nos ramos das árvores e arbustos para a sinalização do percurso, e não voltam para tirá-las.
O Vale Abaixo por exemplo, tem como herança à alguns anos da pedreira, uma máquina de grande porte tendo dentro do leito do ribeiro duas rodas e o eixo. Mais grave, atendendo que a máquina caiu no vale devido a falha humana, é a grande quantidade de pneus e tambores de óleo penso que vazios, que só podem ter sido atirados de forma propositada.


É pena que a entidade responsável, que pode por travão nestes atentados ambientais, se mantenha de olhos fechados. E que não repare que toda esta área de rara beleza natural, que já devia ser uma reserva natural, está cada vez mais poluída, desbastada e doente.


As fotos são bem esclarecedoras.

Porquê Cobras

A maioria da população tem ideias erradas acerca destes animais, estando rodeado por mitos e superstições que têm contribuindo para a sua rarefacção. Com efeito, são muitos os seres destes grupos que são mortos pelo homem, apesar de serem extremamente úteis p. ex. no controle das populações de insectos e roedores.
Há que divulgar o importante papel que estes animais desempenham nos ecossistemas, afastando de vez as ideias erradas acerca deles. Não são peçonhentos, não são "Maus", a maioria nem sequer é perigosa e são muito úteis.
São vitimas da perseguição, de atropelamento, de fogos, da destruição das zonas húmidas, da poluição das águas, da destruição dos seus dos habitats naturais e muitos outros factores relacionados com a nossa espécie. Estes animais encontram-se cada vez mais ameaçados.
Espero que contribua para aumentar o grau de sensibilização e de informação acerca destes animais para que eles possam vir a ser "Bem-Amados".

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Víbora Cornuda

Víbora-cornuda é a mais comum das duas espécies de víbora da nossa fauna. Não atacando directamente o Homem, se for perturbada pode ser perigosa devido ao seu veneno. É uma espécie protegida que interessa conhecer por diversas razões.
IDENTIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS
A Víbora-cornuda, Vipera latastei, pode medir até 70 cm de comprimento total. Possui uma cabeça bem definida, de contorno triangular. O extremo do focinho é muito proeminente, com 3 a 7 escamas apicais que formam um apêndice nasal típico da espécie (daí o nome de cornuda). A pupila é vertical com íris amarelada ou dourada e com pigmentos escuros.Possui um corpo relativamente grosso e coberto dorsalmente por escamas fortemente carenadas (com uma saliência longitudinal). A cauda é curta e muito mais fina em relação ao resto do corpo. A parte superior é cinzenta ou acastanhada, por vezes com manchas amarelas, alaranjadas ou avermelhadas. Na região vertebral aparece um ziguezague mais escuro com o bordo mais contrastante. Na parte posterior da cabeça existem 2 manchas escuras que formam uma espécie de V invertido. Os machos distinguem-se das fêmeas por possuírem uma cauda mais larga e maior número de escamas sub-caudais (entre a cloaca e a ponta da cauda). É frequente as fêmeas apresentarem cores menos contrastantes.
DISTRIBUIÇÃO E ABUNDÂNCIA
Encontra-se na maior parte da Península Ibérica, excepto no extremo noroeste, e também no norte de África. Há cerca de 20 anos esta espécie era relativamente frequente em Portugal. No entanto, ultimamente tem sofrido um declínio acentuado.ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO Esta espécie faz parte do Anexo II da Convenção de Berna. Em Portugal o seu estatuto é indeterminado( I ). FACTORES DE AMEAÇAA fragmentação das suas populações por alteração e destruição do habitat e a perseguição directa pelo Homem constituem as principais causas do declínio que se tem observado para esta espécie.
HABITAT
É uma espécie mediterrânica que necessita de locais com boa insolação. Deste modo, habita em zonas abertas nos limites dos bosques e matos ou em bosques relativamente abertos como os montados ou os pinhais. No sul habita também dunas costeiras e areais. Embora os substratos rochosos sejam preferidos por esta espécie, não são um factor que limite a sua presença.
ALIMENTAÇÃO
As víboras predam sobre uma grande variedade de presas, como lagartos, lagartixas e outros répteis, musaranhos, toupeiras, ratos, pequenas aves, pequenos anfíbios e invertebrados como escorpiões e centopeias.
INIMIGOS NATURAIS
Entre os seus inimigos naturais incluem-se algumas cobras, rapinas (falcões, tartaranhões e águias) e mamíferos como o saca-rabos, o javali e o ouriço.
REPRODUÇÃO
A cópula tem lugar entre finais de Março e Maio. Por vezes existe um segundo pico reprodutor em Setembro-Outubro. As víboras-cornudas são ovovivíparas. Os partos dão-se em Agosto nascendo entre 4 a 9 crias. De um modo geral, as fêmeas não se reproduzem todos os anos. Em condições naturais os indivíduos vivem cerca de 9 anos.
MOVIMENTOS
É uma espécie terrestre mas por vezes utiliza rios ou charcos de baixa profundidade. Ocasionalmente também trepa a arbustos.
ACTIVIDADE
Apresentam um período de hibernação cuja duração é muito variável, dependendo de factores como a altitude e a latitude. Assim, na metade norte do país hiberna desde o final de Outubro ou início de Novembro até Março ou Abril. Nas populações costeiras do sul de Portugal apresentam um período de inactividade muito curto ou nem sequer hibernam. Quando as condições ambientais são favoráveis (temperaturas elevadas) podem apresentar actividade crepuscular e mesmo nocturna.

CURIOSIDADES
A sua potencial perigosidade constitui por vezes (infelizmente) motivo suficiente para a promoção do seu extermínio. As cabeças de víbora cornuda são usadas em rituais de magia negra ou simplesmente como amuleto, tendo, este tipo de crenças, maior popularidade no norte do país. A confusão entre a víbora e outras cobras leva também a que se matem muitos indivíduos de espécies inofensivas.
LOCAIS FAVORÁVEIS DE OBSERVAÇÃO
A sua observação é difícil. Por vezes podem observar-se em estradas alcatroadas, sobre rochas ou noutras zonas abertas.
CUIDADOS A TER
As víboras-cornudas não atacam pessoas. Só o fazem quando se sentem ameaçadas. Como tal, não se deve tentar agarrar uma víbora ou qualquer tipo de cobra que não se saiba identificar. Não existe um antídoto específico para o veneno desta víbora. A mordedura não é fatal a não ser que o vitimado seja idoso, uma criança ou se encontre debilitado fisicamente. Os sintomas mais frequentes provocados pelo veneno desta espécie são dores agudas e inchaço forte. Em caso de mordedura a vítima deve ser mantida em repouso, pelo facto da actividade muscular aumentar a difusão do veneno, e com a extremidade afectada abaixo do nível do corpo, para evitar o retorno venoso. A ferida deve ser limpa e desinfectada com água e sabão e, se possível, com anti-séptico (tendo em atenção evitar o uso daqueles que alterem a coloração da pele, impedindo a detecção do aparecimento de futuras lesões). Se possível aplicar sacos com água fria ou toalhas molhadas sobre a extremidade afectada, mas não gelo. Caso haja necessidade, analgesiar o doente com paracetamol. Após estas primeiras medidas de actuação imediata está indicado tentar identificar a vítima, contactar o 112 ou o centro de informação antiveneno (CIAV 808250143) e evacuar a vítima para o centro especializado mais próximo. São contra-indicadas as incisões à volta da ferida, dado que aumentam o risco de penetração do veneno e infecção secundária, podendo ainda levar ao envenenamento do salvador se este possuir feridas na boca ou cáries dentárias. Também a colocação de torniquetes aumenta a sintomatologia local, pode causar isquemia da extremidade afectada e, quando removidos, permitem que o veneno entre na circulação sanguínea em elevada quantidade.

Cobra Rateira

Descrição geral
Este ofídio pode atingir os dois metros de comprimento, sendo considerado o maior da Península Ibérica. Cabeça pouco evidenciada do resto do corpo, com grandes olhos. Coloração dorsal: de verde clara a castanha / acinzentada. Coloração ventral amarelada, muitas vezes com manchas escuras. O dimorfismo sexual é pouco visivel.
Habitat
Esta espécie ocorre numa ampla gama de zonas desde bosques, pinhais, charnecas, matagais, bordos de terrenos cultivados, até zonas abertas e pedregosas.
Actividades/Hábitos
Circadiana: diurna. Sazonal: letargia de Outubro a Março. Espécie ágil e agressiva, com boa capacidade trepadora e nadadora.
Alimentação
Da sua dieta fazem parte mamíferos e aves e também outras serpentes. Embora menos frequentemente alimentam-se de cágados.
Reprodução
Espécie ovípara. Época de acasalamento: Abril / Junho. Posturas: em média 10 a 12 ovos. Eclosão: Agosto a Outubro

Cobra Lisa Austríaca


Descrição geral
MORFOLOGIA GERAL: Cabeça pouco destacada do corpo, focinho saliente em relação à mandíbula. Banda castanho-escura de cada lado da cabeça, dos orifícios nasais até à comissura bucal. Coloração: Tom acastanhado, encarniçado, rosado ou acinzentado, com pequenas manchas escuras a distância mais ou menos irregular. Forma da pupila: Redonda Escamas: Rostral pontiaguda no sentido caudal; 2 pré-oculares. DIMENSÕES: Comprimento total - 70-75 cm DIMORFISMO SEXUAL: Fêmeas maiores mas com caudas mais curtas.
Habitat
Apresenta uma preferência por zonas de montanha com alguma humidade.
Actividades/Hábitos
Circadiana: Principalmente diurna. Sazonal: Geralmente menos activa no Inverno.
Alimentação
As principais presas são lacertídeos, serpentes jovens e micromamíferos.
Reprodução
MATURAÇÃO: Machos - 3 anos; Fêmeas - 4 anos ÉPOCA: Primavera POSTURA: Ovovivípara: 2-15 crias

Cobra de Escada


Descrição geral
MORFOLOGIA GERAL: Focinho menos proeminente que C. austriaca. Bandas escuras, desde o olho à comissura bucal. Mancha em forma de U na cabeça. Coloração: Tom acastanhado. Forma da pupila: Redonda Escamas: Rostral pouco evidente dorsalmente. Uma pré-ocular. DIMENSÕES: Comprimento total - 80 cm DIMORFISMO SEXUAL: As fêmeas têm maior número de escamas ventrais. Os machos têm as caudas proporcionalmente maiores.
Habitat
Aparece em habitats variados, como zonas secas e pedregosas, matagais, terrenos cultivados, montados.
Actividades/Hábitos
Circadiana: Crepuscular e nocturna. Sazonal: Reduzida de Outubro a Março.
Alimentação
As principais presas são sáurios, pequenas serpentes e micromamíferos.
Reprodução
ÉPOCA: Abril a Junho. INCUBAÇÃO: Aproximadamente 3 meses. POSTURA: Transição entre oviparidade e ovoviparidade: 6-16 ovos