Frei Bernardo de Brito “Crónica de Cister e Monarquia Lusitana”
Frei Manuel dos Santos “Alcobaça Ilustrada e Alcobaça Vindicada”
Frei Afonso Cruz
Frei António Soares d`Albergaria
Frei Arsénio da Paixão
Frei Bernardino da Silva
Frei Bernardo de Castelo Branco
Frei Diogo de Castilho
Frei Fradique Espinola
Frei Francisco Machado
Frei Francisco Robalo
Frei Gabriel Almeida
Frei Gonçalo da Silva
Frei João Claro
Frei João Caldeira
Frei José Loureiro
Frei Manuel Rocha
Frei Manuel Figueiredo
Frei Nicolau Vieira
sábado, 28 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Dois Poemas dois Alcobacenses
Obras de mau gosto
Quem vier a Alcobaça
E passar pelo Rossio
Vê lá tamanha desgraça
Como nunca ninguém viu
Esta critica lhe faço
Usando os meus direitos,
Por ver tão nobre espaço
Obra com tantos defeitos.
P`las obras, no seu conjunto,
A Câmara é responsável…
É pena não terem junto
O útil ao agradável
Por mais emendas que se façam
Jamais vão ficar perfeitas,
Dias e meses se passam
E as obras sem estarem feitas.
Obras sem pés nem cabeça…
Que causam desolação…
Não sei porquê tanta pressa
P`rá sua inauguração.
Fazem um ano em Agosto
Que foram inauguradas,
Estas obras de mau gosto…
Sem estarem acabadas.
Cortou a fita o Sapinho,
Sem piedade nem dó…
Como quem limpa o rabinho
Antes de fazer cocó.
Por falta de sensatez
E competência também
O que no Rossio se fez
Não dignifica ninguém.
As obras deviam ser
Para encantar o turismo…
O que vejo acontecer
Foi acto de vandalismo.
Porque te tratam assim?
Alcobaça, meu amor!
Destruíram teu jardim
Não se vê lá uma flor
Porque foi que aprovaram
O que no Rossio se fez?
Que nem sequer respeitaram
D. Pedro e D. Inês!
P`las obras, no seu conjunto,
A Câmara é responsável…
É pena não terem junto
O útil ao agradável
Por mais emendas que se façam
Jamais vão ficar perfeitas,
Dias e meses se passam
E as obras sem estarem feitas.
Obras sem pés nem cabeça…
Que causam desolação…
Não sei porquê tanta pressa
P`rá sua inauguração.
Fazem um ano em Agosto
Que foram inauguradas,
Estas obras de mau gosto…
Sem estarem acabadas.
Cortou a fita o Sapinho,
Sem piedade nem dó…
Como quem limpa o rabinho
Antes de fazer cocó.
Autarcas e arquitectos
Que se esquecem de quem herda,
Executam maus projectos…
P`ra deixarem a seus netos
Uma cidade de m……….!
Porque és Terra de Paixão,
Eu por ti me aproximei…
Como sinto ter razão,
Só morto…. Me calarei!
22 Maio 2006 - Júlio Cipriano de Figueiredo
Poesia recitada por Manoel Sanches, na noite da sua festa artistica, em 24 de Agosto de 1902 no Theatro Alcobacense.
Senhores! Perdoae a audácia, a ousadia
De eu vir talvez manchar o brilho, esta magia
De um conjunto tão bello, erguendo a minha falla
Na profunda mudez de tão distincta sala.
Perdoae (vos peço ainda) o arrojo que ides ver
No assumpto capital que vou desenvolver
Aqui, perante vós. Se a nossa complacencia
Eu não soubesse certa, e, em minha consciencia,
Não visse d`ante-mão amigo acolhimento,
- tão proprio onde ha bondade e onde ha, tambem, talento! –
Senhores podereis crer que eu não viria, certo,
Pôr uma nuvem triste assim, n´um céo aberto,
Aqui, aonde vós, gentis espectadoras,
As graças de que Deus vos fez possuidoras,
Vibram reflexos d´ouro e riscos de crystal,
N´um concerto magnifico, excelso, divinal !
A Arte, eis o assumpto, o thema que escolhi
Para vir occupar-me, em tal momento, aqui.
A Arte !... É que mais bello, ou que melhor assumpto,
Que sublime thema – eu mesmo a mim pergunto –
Póde alguem preferir, alguem que se apresente
Perante um auditorio assim, tem eminente,
Tão illustrado e culto? ! eu creio que nenhum,
E, d´entre todos vós, não apenas um,
Um só espectador, capaz de desdizer-me,
- D`isso, ousadamente, eu quero convencer-me !
A Arte !... O que é que ao barro, á pedra tosca imprime
A forma peregrina, essa expressão sublime,
Que nos attrae e encanta, e faz que descream os
Da essencia do que nós ás vezes admiramos ? !
Quem o madeiro informe, ás selvas arrancado,
Por mão cruel e rude, a golpes de machado,
Desnuda, eguala, educa, e tal feitio lhe dá,
Que, se o virmos depois, não há ninguem que vá
Dizer: - Isto é um lenho, eu vi-o, apalpei-o,
Em affirmal-o, pois, não tenho algum receio ? !
Um lindo pôr-do-sol, o abrir d´um a alvorada
Do campo o verdejar e alvura d´uma estrada;
As arvores quebrando ao peso dos seus fructos,
E o milho a espreguiçar os seus viris corutos;
Um rebanho de gado, uma scena da aldeia,
A` quente luz do sol, á luz d`uma candeia,
- Quem nos conta melhor, quem, tão nitidamente,
Descreve, narra e mostra a Natureza á gente ? !
Quantos nomes sulcando os seculos sem fim,
Na gloria universal no altivo bergantim,
Aureolados de luz, soberbos d`esplendor,
Sempre com maior brilho e com maior fulgor,
Só porque a uma téla, a uma estatua só,
Immorredouramente, a Arte os vinculou ? !
Senhores! Dentro em breve, eu vou esperançado,
Confiar o meu prestino, humilde e minguado,
Ao honroso dispor da Arte em que o Thalma
E tantos nomes mais têm conquistado a palma
Da gloria e da fama, a mais altisonante.
Pobre recruta, embora, incerto titubeante,
Há de ser para mim ventura sem egual
Ouvir sobre a cabeça a agua baptismal
D`essa religião que aqui um templo tem.
É pesado o mister, difícil, sei-o bem;
Comtudo, se não tenho, a dar-me confiança,
O meu proprio valor, não é sem esperança,
Desanimado e triste, assim como um vencido,
Que eu o vou abraçar. Talvez saia mal-f´rido
Da cruzada a que vou metter-me, ousadamente;
Porém, aqui vos juro: o esforço mais ingente,
Dedicado e maior, de que eu seja capaz,
Nem um momento só, o instante mais fugaz,
Deixará de ficar, na lucta, em pé de guerra,
- Sim ! por amor de mim, sim ! pela minha terra.
E. d`Araujo
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Pedra da Era
Aos poucos tenho feito o levantamento fotográfico das placas de identificação existentes nas casas de construção em alvenaria de pedra na região.
Era aplicada por cima da porta da entrada principal da casa.
Era na adjudicação da cantaria para a casa, que se escolhia o modelo da pedra e os dados a aplicar.
As mais simples têm as iniciais do homem e mulher e data do ano da construção ou habitabilidade.
A beleza instala-se na diversidade das formas, tamanhos e desenhos.
Existem algumas tão trabalhadas que não percebo como investiram numa pedra tão bonita e depois não tiveram a paciência e o gosto de as embelezar.
Não deixa de ser interessante reparar que as pintadas pelos proprietários dá-lhes o realce adicional ao relevo desenhos letras e números.
Era na adjudicação da cantaria para a casa, que se escolhia o modelo da pedra e os dados a aplicar.
As mais simples têm as iniciais do homem e mulher e data do ano da construção ou habitabilidade.
A beleza instala-se na diversidade das formas, tamanhos e desenhos.
Existem algumas tão trabalhadas que não percebo como investiram numa pedra tão bonita e depois não tiveram a paciência e o gosto de as embelezar.
Não deixa de ser interessante reparar que as pintadas pelos proprietários dá-lhes o realce adicional ao relevo desenhos letras e números.
Actualmente existem muitas em que os actuais proprietários "herdeiros" não se preocuparam e ao caiarem/pintarem a casa, a placa levava o mesmo tratamento.
Estas placas encontram-se em vários lugares na Serra dos Candeeiros "concelhos de Porto de Mós, Alcobaça e Rio Maior" e numa faixa paralela e sempre muito próxima desta entre os Porto de Mós, Benedita e Alcobertas existem também umas aldeias um pouco mais para o interior e já no concelho das Caldas da Rainha.
Algumas das muitas que tenho fotografadas
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Ataíja de Cima
Na festa da Nossa Senhora da Graça no dia 2 de Fevereiro, realiza-se a procissão que sai da Capela, e sobe até ao cruzeiro que fica a meia encosta na Serra dos Candeeiros.
No cruzeiro o padre com um bom campo de visão, dá a missa e faz a bênção aos olivais, para que a colheita seja abundante.
Esta procissão cada vez mais tem só a haver com a tradição.
Olhando do cruzeiro facilmente nos apercebemos dos poucos olivais existentes.

Capela Nossa Senhora da Graça
Coordenadas GPS: N39 33.298 W8 54.044
Capela Nossa Senhora da GraçaCoordenadas GPS: N39 32.573 W8 52.990
Cruzeiro
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Estátua de D. Afonso Henriques
na
Abadia de Santa Maria de Alcobaça

D. Afonso Henriques antes da batalha de Santarém prometeu se a ganhasse, daria à Ordem de Cister uma determinada área de terra onde iriam construir a sua abadia, e divulgar a Fé Cristã.
Esta foi uma das formas de agradecimento que os Monges da Abadia Alcobaça tiveram para com este Rei ao aplicarem sua estátua num ponto alto da Abadia.
sábado, 13 de dezembro de 2008
Vale da Ribeira do Mogo
Com o abandono da agricultura dá-se inicio a uma nova etapa, a dos maus tratos ambientais.
Actualmente a única actividade humana que se pratica é o abate intenso do Carvalho da Oliveira e do Pinheiro.
Deixam garrafas plásticas, algumas com restos de óleo que serviram para lubrificar a máquina de corte o moto-serra.
Nas partes mais estreitas dos caminhos os muros alguns bem bonitos revestidos a musgo, foram derrubados e em alguns sítios as pedras atiradas para o leito do ribeiro, para puderem passar com o tractor e reboque. Encontram-se muitos cartuchos da caça, maços tabaco vazios, vários tipos latas, sacos plástico, etc, etc.
Os organizadores dos passeios atam as tiras plásticas vermelhas/brancas ou publicitadas, nos ramos das árvores e arbustos para a sinalização do percurso, e não voltam para tirá-las.
O Vale Abaixo por exemplo, tem como herança à alguns anos da pedreira, uma máquina de grande porte tendo dentro do leito do ribeiro duas rodas e o eixo. Mais grave, atendendo que a máquina caiu no vale devido a falha humana, é a grande quantidade de pneus e tambores de óleo penso que vazios, que só podem ter sido atirados de forma propositada.É pena que a entidade responsável, que pode por travão nestes atentados ambientais, se mantenha de olhos fechados. E que não repare que toda esta área de rara beleza natural, que já devia ser uma reserva natural, está cada vez mais poluída, desbastada e doente.
As fotos são bem esclarecedoras.
Porquê Cobras
A maioria da população tem ideias erradas acerca destes animais, estando rodeado por mitos e superstições que têm contribuindo para a sua rarefacção. Com efeito, são muitos os seres destes grupos que são mortos pelo homem, apesar de serem extremamente úteis p. ex. no controle das populações de insectos e roedores.
Há que divulgar o importante papel que estes animais desempenham nos ecossistemas, afastando de vez as ideias erradas acerca deles. Não são peçonhentos, não são "Maus", a maioria nem sequer é perigosa e são muito úteis.
São vitimas da perseguição, de atropelamento, de fogos, da destruição das zonas húmidas, da poluição das águas, da destruição dos seus dos habitats naturais e muitos outros factores relacionados com a nossa espécie. Estes animais encontram-se cada vez mais ameaçados.
Espero que contribua para aumentar o grau de sensibilização e de informação acerca destes animais para que eles possam vir a ser "Bem-Amados".
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