domingo, 1 de março de 2009

Chalé da Cova da Onça

Foi de 1903 a 1906 a construção do chalé para residência de José Eduardo Raposo de Magalhães, casado com Virgínia Remígio, implantado na Quinta da Cova da Onça, em terrenos anteriormente inseridos na cerca do Mosteiro de Alcobaça.

A electrificação do Chalé foi em 1960.
Foi sede da Resinagem Nacional, empresa da Família Magalhães.


Arquitectura civil residencial, romântica. Challé construído e influenciado pela tipologia Suíça, com telhados de águas fortemente inclinados e empenas triangulares. As varandas e os alpendres metálicos, ricamente trabalhados, valorizam artisticamente o edifício.

Coordenadas GPS: N39 32.812 W8 58.469

Chalé da Fiação e Tecidos

Foi construído em 1912 para residência do Director da Fábrica de Fiação e Tecidos de Alcobaça, na altura Fernando Alípio e Sá.
Em 1915 o Presidente da República Teófilo Braga, esteve alojado neste palacete quando se deslocou a Alcobaça para inaugurar a Exposição Pomológica.
Em 1949 a Companhia de Fiação e Tecidos coloca anúncio no Jornal (O Alcoa), para arrendar o imóvel. Funcionou neste edifício o Colégio Alcobacense, mais conhecido por Colégio Dr. Cabrita.
Arquitectura civil residencial. Trata-se de um edifício de planta quadrangular, marcado por torreão e por estrutura com cobertura em escamas. Decoração dos frisos azulejares e a traça das cantarias ligam este edifício à Arte Nova.

A Companhia de Fiação e Tecidos de Alcobaça, aluga o palacete à associação CEERIA pela renda mensal de 2 300$00 em 1977. Devido à falência da COFTA em Dezembro de 1988, a associação CEERIA adquiriu o imóvel.
Coordenadas GPS: N39 33.026 W8 59.017

Castelo de Alcobaça

Em 1147 o castelo reedificado por D. Afonso Henriques sobre as ruínas de uma fortaleza anterior. séc. 12 (final) / 13 (inícios) - D. Sancho I reconstroi o castelo destruído pelos mouros entre 1191 e 1195, para servir de defesa aos monges de Alcobaça e aos habitantes da zona, contra futuras incursões.
Em 1369 reforço do castelo com uma barbacã, por D. Frei João de Ornellas, Abade de Alcobaça, reedificação de uma torre caída e da muralha do lado do Mosteiro, para a qual é lançada finta. Em 1422 o castelo é muito danificado por abalo sísmico, sendo restaurado em 1424.


Em 1450 D. Frei Gonçalo Ferreira refaz a Torre de Menagem; Séc. 16, 1ª met. Carta sobre as obras que João de Castilho devia executar nas casas do castelo.
Em 1537, Carta do Cartdeal Infante a Pedro Videira, vedor do Mosteiro de Alcobaça, sobre a obra do castelo.


Em 1537, Carta do Cartdeal Infante a Pedro Videira, vedor do Mosteiro de Alcobaça, sobre a obra do castelo.
Em 1627 reparações no castelo, na torre destacada a E. funcionará a cadeia até ao terramoto de Em 1755 o castelo foi deliberadamente arrasado com autorização superior, no reinado de D. Maria II.

Em 1854 o castelo era considerado extinto nas actas da Câmara.Em 1940 aproveitamento da cisterna para depósito de distribuição de água potável à população 1952 / 1953 reconstrução da parede do castelo voltada ao mosteiro, a partir de uma descrição deixada por Frei Fortunato Boaventura.Planta irregular.



Subsiste parte da cortina de muralhas da primeira cerca, reforçada por 7 cubelos quadrangulares e por um torreão mais saliente, do lado O., virado para o Mosteiro. Uma torre albarrã destaca-se do lado E., entre o recinto e a barbacã de forma oval que o rodeava e que era reforçada, do lado O. por 4 cubelos, 2 deles de planta semicircular. Urbano. Sobre um morro com 69 m. de altura, junto à margem esquerda do Rio Baça, do lado NO. da povoação, dominando-a.


Arquitectura militar, românica, gótica. Castelo de montanha, de planta irregular, reforçado com cubelos, com torre albarrã a E., torre de menagem destacada e barbacã. Reforço tardio de um dos cubelos com escarpa. De origem árabe e reconstrução medieval, o castelo viveu ápocas complicadas entre a presença islâmica e a fixação cristã. Perdeu importância com a instalação do mosteiro na sua base, passando a funcionar como prisão.


A nomeação dos alcaides do castelo era prerrogativa dos Abades de Alcobaça.
O interior do recinto está soterrado com entulho até à altura das muralhas existentes;Segundo a equipa de arqueólogos o Castelo de Alcobaça foi uma prisão; a sua fundação dispersa-se entre as épocas visigótica, islâmica e cristã "a torre albarrã é de fundação islâmica".



Em 1956 dá-se a limpeza ao castelo e a área envolvente incluíndo caminhos de acesso, por ocasião da visita da Raínha Isabel de Inglaterra.
Coordenadas GPS: N39 33.027 W8 58.942

Fontinha / Fonte da rua Frei Fortunato

Fonte de construção simples, orientada a Este, cujo acesso se processa através de escadaria pétrea acentuada.
A fonte apresenta espaldar liso e despojado, apenas interrompida por placa de pedra que possui inciso o ano 1806.

A bica parece emergir da placa e cuja água verte para tanque rebaixado, moldurado por dois muros. O murete curvilíneo prolonga-se pela escadaria, revestida de betão.
O mesmo acontecendo com o espaço delimitado pelo murete.


1806 - época de construção; finais dos anos 30 obras de beneficiação da zona envolvente.
1980 / 2003 - diversas obras de conservação; o pavimento de lajes foi revestido de betão.

Fonte de espaldar adossado a muro e colocada junto ao rio Alcoa
Urbano, ribeirinho, adossada a muro e nas proximidades de uma azenha, sendo a acesso realizado através de uma escada devido ao seu desnível.
Coordenadas GPS: N39 33.243 W8 58.900

Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça

O monumento mais expressivo de arquitectura cisterciense em toda a Europa, Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça. A simplicidade da igreja combinada com a sua grandeza, produz uma impressão de austeridade rara constituindo todo o conjunto o monumento de maior importância na história da arquitectura medieval em Portugal.



Abadia foi construída pelos monges cistercienses entre 1178 e 1254, de acordo com as normas da casa-mãe da Ordem de Cister, em Claraval. Os frades de Cister tinham chegado a Portugal em 1138, ficando instalados em S. João de Tarouca, onde deram mostras da sua grande aptidão para a gestão agrícola e povoamento dos territórios conquistados por D. Afonso Henriques. Por essa razão o Rei Conquistador lhes terá atribuído as novas e férteis terras estremenhas apoderadas aos mouros, aonde se instalam em 1152.


A igreja deste Mosteiro é considerada o maior templo de Portugal. A sua fachada atinge 43 metros de altura. É disposta em cruz latina e tem três naves de grande amplitude.
Até ao séc. XVIII, a Abadia teve diversas ampliações e modificações, bem patentes na fachada, onde o barroco convive com o românico-gótico.
Aqui se encontram algumas obras-primas da escultura portuguesa, como os túmulos de D. Pedro I e de D. Inês de Castro (séc. XIV), e a composição do Altar de S. Bernardo.
No acesso à Sacristia, pode admirar-se um magnífico pórtico manuelino, da autoria de João de Castilho.



O Claustro só foi concluído no reinado de D. Dinis, e, durante o período manuelino, recebeu mais um andar, onde se situa o dormitório dos monges.
São ainda referência: a Casa do Capítulo, com esculturas seiscentistas; a Adega e o Refeitório dos Frades; a gigantesca cozinha com 18 metros de altura, onde passa um braço do Rio Alcoa; e a Sala dos Reis, com estátuas de todos os monarcas portugueses, até D. José, e painéis de azulejo do séc. XVIII, onde é narrada a lenda da formação do Mosteiro.

A fachada da Abadia mede 221 metros de comprimento e divide-se em duas alas, interrompidas pela Igreja, ao centro.
A Norte ficavam os aposentos reais, utilizados aquando das visitas da Corte; a Sul, a área residencial do Abade e dos monges.

1152 - Fundação e instalação provisória na abadia velha, no sítio da actual igreja de Nossa Senhora da Conceição; 1178 – Início da construção do actual Mosteiro; 1223 - Mudança dos monges para as dependências do novo mosteiro; 1252 – Dedicação da Igreja do Mosteiro; 1254 – data provável da finalização da construção; 1308 / 1311 - Claustro de D. Dinis; 1475 - Encerramento do noviciado e substituição dos abades regulares por comendatários;c. 1510 / 1520 - Sacristia nova; 1531 - Instituição da Congregação Independente de Alcobaça; 1632 - Acabamento da fachada N. do dormitório; 1636 - Conclusão do edifício do noviciado; 1649 - Obras de alteração no interior da ala N. do mosteiro; 1656 / 1667 - O claustro de Afonso VI é erguido no local da cozinha medieval; 1670 - Capela-relicário da sacristia; 1702 - Transferência da livraria para o dormitório medieval. Capela da galeria S. do claustro de D. Dinis; 1725 - Grande ampliação da zona E. do mosteiro, provável ano de construção da cozinha; 1755 - Edificação da livraria, cartório e ala S. da fachada principal; 1833 - Os monges abandonam o mosteiro; 1834 - Extinção das ordens religiosas.


Coordenadas GPS: N39 32.887 W8 58.823

Capela do Desterro

Planta longitudinal, composta pela justaposição de 2 rectângulos desiguais, a nave e a capela-mor. Exteriormente os 2 corpos estão marcados verticalmente por pilastras, com ábacos salientes, encimados por urnas com remates torsos. Cimalha corrida sob as coberturas diferenciadas de 2 águas.

A fachada principal, voltada a NE., rasga-se por portal de vão rectangular ladeado por dupla colunata pseudo-salomónica, encimada por frontão interrompido por moldura quadrada, ao centro da qual se abre um óculo; remata a fachada um nicho ladeado por pilastras e aletas duplas, com frontão com cruz no vértice.


Os alçados laterais são rasgados por 2 janelas rectangulares na nave, uma na capela-mor. No INTERIOR abóbadas a berço, sendo a da capela-mor decorada com pinturas murais; arco triunfal a pleno centro, assente em pilastras de ábacos salientes, arcos iguais rematando a ábside e o pano murário, em que se rasga o portal. Paredes revestidas a azulejos figurativos *, retábulo de talha dourada no altar-mor
No nicho da fachada principal um grupo escultórico representando São José adormecido e o anjo que o aconselha a fugir para o Egipto. Pinturas murais na abóbada da capela-mor: albarradas, guirlandas e volutas de folhagem rodeiam um medalhão central, octogonal, com a representação do sol, sobre fundo azul, e inscrição em latim.

Retábulo em talha dourada no altar-mor em estilo nacional; as volutas da talha repetem-se em pintura a ouro nas pilastras e arco da ábside; altar barroco, em forma de urna, em mármore de duas cores. As paredes da nave e capela-mor estão revestidas a azulejo figurativo em azul cobalto sobre esmalte branco, com cenas da infância de Cristo, dentro de cercaduras ricas em motivos arquitectónicos, "putti", guirlandas, cartelas que, pelas suas características, se podem atribuir ao período da grande produção joanina, provavelmente à 3ª década do séc. 18.


Coordenadas  GPS: N39 32.873 W8 58.714

Capela Santa Ana

Planta rectangular; massa simples disposta na horizontal; cobertura de telha a duas águas. Exterior. frontispício orientado a E., de pano único, terminando em empena triangular rematada por cruz trevada e ladeada por 2 pináculos.


Vestígios de modilhões sob a cornija, entre dois janelões gradeados de moldura saliente em arco abatido avulta o pórtico com frontão angular ornado nas extremidades com volutas e folhas de canto.



Fachada N. cega, de cornija saliente. Fachada O. cega, adossada a uma fábrica. Fachada S. de cornija saliente, com porta recta. Interior: nave única iluminada por dois janelões, com pavimento lajeado, cobertura em tecto de ripas de madeira disposta em três planos.
No tímpano destaca-se o painel de azulejos representando Santa Ana.



Como único elemento decorativo a representação de Santa Ana em painel de azulejos a azul e branco. A capela encontra-se parcialmente subterrada, estando impedido o acesso ao templo pela porta principal, fazendo-se este lateralmente pelos degraus propositadamente construídos para o efeito.


Coordenadas GPS: N39 33.530 W8 58.954