quinta-feira, 26 de março de 2009

Fábrica Alimentícia


A construção desta residência oitocentista de arquitectura importada do Brasil, da família Araújo Guimarães, dá-se entre 1890 e 1910. Posteriormente co-propriedade de Júlio Biell.
Em 1918 o edifício é adaptado a unidade fabril, incluindo a construção de anexos duma central hidroeléctrica dotada de uma turbina hidráulica com motor Diesel, e chaminé.


Em 1920 constituição da sociedade "Carlos Campeão e Cª ", tendo como fundador Carlos Pereira Campeão, farmacêutico local. Em 1921 formação de nova sociedade que recebe a designação "Carlos Campeão Lda.".


Em 1922 a fábrica produz farinha da marca Cister, licores e conservas de frutas, tendo por gerentes Carlos Campeão e Emílio Raposo Magalhães.
É entre 1925 e 1930 o período de maior expansão nacional da farinha Cister.
Em 1932 nova denominação social, passando a sociedade a designar-se "Alimentícia, Lda.".
Entre 1939 e 1945 regista-se uma diminuição significativa de toda a produção face à quebra da procura, devido à segunda guerra mundial.


Em 1950 instalação de maquinaria mais moderna, adaptada ao incremento da produção de leite condensado e rebuçados.
A fábrica Alimentícia produziu como primeiro artigo a farinha láctea da marca Cister. Posteriormente as compotas, frutas cristalizadas, licores e ginjas formaram o conjunto dos produtos então fabricados.
Esta unidade industrial pioneira neste ramo de produção, viria a dar origem a uma série de outras fábricas de menor dimensão (propriedade de antigos funcionários), incidindo na mesma gama de produtos.
Em 1985 dá-se o encerramento da laboração.
Coordenadas GPS: N39 33.014 W8 58.714

terça-feira, 24 de março de 2009

Hospital Bernardino Lopes de Oliveira Alcobaça

A construção do edifício é de 20 Abril de 1946.
Em Fevereiro de1983 recebeu a qualificação de hospital distrital.
Em Maio de 1986 foi definido como hospital de nível 1.


É propriedade da Misericordia.

Coordenadas GPS: N39 33.059 W8 58.375

Jardim Escola João de Deus Ramos

Foi em 1909 que o arquitecto Raul Lino apresentou o projecto para o primeiro Jardim-Escola João de Deus, modelo adaptado para todos os Jardim-Escolas.


Coordenadas GPS: N39 33.165 W8 58.578

segunda-feira, 16 de março de 2009

Antiga Cooperativa Agrícola

Urbano, implantado na Rua Frei António Brandão.



Desemboca frente ao Mosteiro da Alcobaça.








Adossado à antiga Casa dos Magistrados.




Nesta rua erguem-se imóveis de valor arquitectónico e patrimonial.





Coordenadas GPS: N39 32.837 W8 58.972

Olaria de Alcobaça

A escritura pública da fundação "Olaria de Alcobaça, Lda" data de 1927, sendo seus sócios fundadores Silvino Ferreira da Bernarda, António Vieira Natividade e Joaquim Vieira Natividade.
Data deste ano o início da construção da fábrica, seguida do começo da sua laboração, contando na altura com seis operários, dois fornos, oito rodas de oleiro, um moinho de bolas para moer vidro e um motor de combustão interna de um cavalo de força.
No início da sua actividade, dedicou-se ao fabrico de louça de uso doméstico, produzindo peças que reflectiam o estilo Coimbrão. As peças eram decoradas pela técnica da estampilha, pela pintura à mão ou pelos dois processos em simultâneo.
Em 1928 a fábrica dá início à produção de várias réplicas de louça antiga.
Em 1935 apresenta algumas das suas melhores peças na exposição "Lisboa Antiga" e executa a sua centésima fornada.

Em 1939 surgem as primeiras mulheres no quadro do pessoal da fábrica. Em 1944 instalação de um terceiro forno para incremento da produção. Em 1946 corresponde a uma fase de maior comercialização, bem como a exigências de mercado que criaram a necessidade de transformação dos processos fabris. Adopta-se a faiança de pasta branca e a progressiva mecanização das instalações.

Em 1947 registam-se na fábrica quarenta operários. Em 1948 a ampliação da estrutura fabril, o barro matéria-prima principal, é substituído pelo pó de pedra (pasta branca), em que a pintura assenta sobre a chacota cozida, posteriormente vidrada. Em 1959 construção de novo edifício e alteração dos existentes. Em 1984 - encerramento da fábrica.


Está implantado dentro do perímetro da antiga cerca conventual na margem direita do rio Alcoa. Adossado a um edifício de construção recente (hotel), sendo o alçado lateral esquerdo delimitado por uma rua de acesso a uma urbanização (Lameirão). De destacar que todo o alçado atroz acompanha a margem direita do referido rio Alcoa. A confinar com o rio, a uma distância não superior a 200 metros, a sul, situa-se o Mosteiro de Alcobaça.
Coordenadas GPS: N39 32.801 W8 58.511



Escola Primária Alcobaça

Esta escola insere-se num conjunto de edifícios escolares projectados por Adães Bermudes, espalhados pelo país, que faziam parte de um pacotes de medidas governamentais de combate ao analfabetismo.




Placas : "SEXO FEMININO" "SEXO MASCULINO"; "ESCOLA PRIMÁRIA"

1906, 27 de Novembro - estava em construção o imóvel.
1907 / 1908 - inauguração da Escola para ambos os sexos.


1989 - a escola deixou de estar em funcionamento.
Coordenadas GPS: N39 33.087 W8 58.403

domingo, 1 de março de 2009

Casa do Dr. Nascimento

Planta rectangular de volume simples, disposto longitudinalmente.
Fachada principal voltada a Sul



Fachadas de 2 pisos definidos por friso em cantaria, abertas por janelas de brincos em guilhotina, de molduras rectangulares em cantaria.










Coordenadas GPS: N39 32.830 W8 58.609

Casa da Cerca do Colégio

Implantado no ângulo Sul da cerca do Mosteiro de Alcobaça.
Arquitectura residencial oitocentista. Edifício de 2 pisos.
Coordenadas GPS: N39 32.809 W8 58.824

Palacete do Dr. António de Sousa Neves

A data da construção do edifício é de 1908.


Implantado no meio de uma antiga quinta, acompanhando o desnível do terreno, na margem esquerda do rio Baça.





A propriedade é rodeada por muro onde se rasga amplo portão em ferro, de duas folhas, com as iniciais do proprietário (ASN).












Coordenadas GPS: N39 32.908 W8 58.980

Palacete da Quinta Costa Veiga

Urbano, Rua Frei Fortunato



Planta rectangular longitudinal, de volume simples disposto na horizontalidade com coberturas em telhados de 4 águas.

O edifício principal é rodeado por construções de apoio às actividades agrícolas de onde se destacam os tanques de águas e minas de captação.

Coordenadas GPS: N39 33.109 W8 58.824

Casa da Família Oliveira

Construção do imóvel para residência de Bernardino Lopes de Oliveira em 1872 / 1873. Funcionou em vida de Bernardino Lopes de Oliveira (foi vice-cônsul do Brasil em Alcobaça) como Consulado do Brasil em Alcobaça.


No rés-do-chão como Museu Zoológico particular, com espólio de aves da fauna brasileira e portuguesa, e uma colecção de frades em barro de produção portuense.
Em 1951 continua a funcionar como Museu Zoológico, agora ao cargo dos seus herdeiros.


Planta rectangular, composta., de três pisos na fachda principal e quatro na posterior, com cobertura homogénea em telhados de duas águas, com trapeiras e clarabóia.
A casa possui molduras e tectos decorados com estuque. O programa decorativo dos tectos, na generalidade, é composto pela sucessão de vários frisos, principalmente de temática vegetalista, e por molduras geométricas; O fogão lítico é decorado com sulcos rectilíneos e possui braseira metálica, que acompanha o vão do mesmo.


O fogão lítico é decorado com sulcos rectilíneos e possui braseira metálica, que acompanha o vão do mesmo.
Torreão da fachada posterior, com jardim de Inverno, salão de fumo e terraço.

Em 1995 foi adquirido por D. Maria do Carmo Lameiras e Adão Lameiras, fazendo obras de adaptação a Turismo de Habitação.


Coordenadas GPS: N39 33.026 W8 58.692

Chalé da Família Oriol Pena


Nos anos 90 do século XIX encontra-se em construção o palacete da família Oriol Pena, provavelmente da traça de Gerard Wan Kricken, na quinta da Gafa.
Em 20 de Setembro de 1931 a Câmara Municipal de Alcobaça compra a Quinta da Gafa, onde se inclui o Challet, por 670 000$00 aos Herdeiros de Francisco Oriol Pena.


Em 22 de Abril de 1932 o Engenheiro Miguel Jacobetty é incumbido, pela Câmara Municipal de Alcobaça, de efectuar uma planta geral da Quinta da Gafa. Em Junho de 1932 são efectuadas as escrituras que oficializam a compra da Quinta Gafa aos Herdeiros de Francisco Oriol Pena.
Em 1933 terão sido realizadas obras de reparação no Chalett Oriol Pena por Alberto Rodrigues Aurélio.
Em 2 de Junho de 1947 a Câmara Municipal de Alcobaça resolveu proceder à divisão da cave do Chalett, para que os futuros compartimentos sejam posteriormente arrendados.
Em 1948 adaptado a paços do Concelho.

Em 1949 durante este ano realizaram-se obras no Chalé.
Em 1951 encontra-se instalado no Palacete a Câmara Municipal de Alcobaça, o Serviços Municipalizados, o Posto de Turismo e o Posto da Polícia.
Em 1960 obras de recuperação e pintura do edíficio.

Arquitectura civil residencial, romântica. Challet construído e influenciado pela tipologia Suíça, com telhados de águas fortemente inclinados e aproveitamento das trapeiras.
Chalé romântico, com elementos de tipologia revivalista gótico-renascentista.
Após a compra da Quinta da Gafa a Câmara Municipal de Alcobaça denominou de Parque Municipal a zona verde que envolvia o Palacete, designação que manteve até 1939, altura em que foi alterada para Parque General Carmona.
No ano de 1954 foi demolido o antigo Portão da Quinta da Gafa.
Coordenadas GPS: N39 33.146 W8 58.567

Palacete da Família Rino

Implantado nos terrenos da antiga cerca cisterciense, nas proximidades do Mosteiro de Alcobaça, e instalado na margem esquerda do rio Alcoa.
A construção do edifício para residência de José Pereira da Silva Rino é de 1891/1892, casado com Dna. Capitolina Araújo Guimarães, filha do fundador da Fábrica de Fiação e Tecidos.

Na década de 1970 Maria Cristina Rino doou o palacete à Congregação Religiosa de S. José de Cluny, que vendeu o seu recheio um dos mais ricos de Alcobaça.
Foi adaptado a Centro de bem-estar infantil, utilização que actualmente ainda se mantém.
Trata-se de um palacete que possui a linguagem decorativa característica do romantismo tardio em Portugal.
Coordenadas GPS: N39 32.948 W8 58.608

Chalé da Fonte Nova

Em 17 de Dezembro 1875 foi apresentada hipoteca por José Vitorino da Fonseca Froes à Quinta da Fonte Nova, propriedade na altura de Silvério da Silva da Fonseca Pereira e de sua mulher, D. Maria Constança d'Albuquerque Teixeira de Borbon, senhores das casas de Leiria e Alcobaça. Esta hipoteca foi cancelada em 1877.

Em 16 de Outubro de 1877 a quinta foi adquirida por António Cândido da Encarnação pela quantia de três contos e quinhentos mil réis e mandou construir o chalé na Quinta da Fonte Nova, no antigo relego do Mosteiro de Alcobaça.
Em 1897 o chalé já era pertença de David Manuel da Fonseca por casamento com a viúva de António Cândido da Encarnação, D. Matilde Pereira Moniz, este fez arranjos junto à sua quinta.

Em 20 de Fevereiro de 1908 a propriedade ficou inscrita em nome de Maria Valentina da Fonseca, filha menor do casal David Manuel da Fonseca e D. Matilde Pereira Moniz, por morte de sua mãe. Foi avaliada na altura em seis contos de réis.
Em 1960 Celestino Pereira Moniz herda a propriedade por morte de sua sobrinha, Dna. Maria Valentina da Fonseca de Carvalho e Almeida, de quem foi o único herdeiro.
Em 1967 a filha de Celestino Pereira Moniz, D. Maria Valentina dos Santos Moniz, vende a propriedade.

Trata-se de um palacete que possui a linguagem característica do romantismo tardio, com cumeeiras decoradas e telhados inclinados.Possui molduras e tectos decorados com estuque, ao nível do rés-do-chão. O programa decorativo dos tectos, na generalidade, é composto pela sucessão de vários frisos, principalmente de temática vegetalista e frutícola, e molduras rectilíneas.
Em 1993 Dna. Maria do Carmo Lameiras e Adão Lameiras fazem a recuperação da casa e começam a explorá-la como Turismo de Habitação.
Coordenadas GPS: N39 32.830 W8 59.040

Chalé da Cova da Onça

Foi de 1903 a 1906 a construção do chalé para residência de José Eduardo Raposo de Magalhães, casado com Virgínia Remígio, implantado na Quinta da Cova da Onça, em terrenos anteriormente inseridos na cerca do Mosteiro de Alcobaça.

A electrificação do Chalé foi em 1960.
Foi sede da Resinagem Nacional, empresa da Família Magalhães.


Arquitectura civil residencial, romântica. Challé construído e influenciado pela tipologia Suíça, com telhados de águas fortemente inclinados e empenas triangulares. As varandas e os alpendres metálicos, ricamente trabalhados, valorizam artisticamente o edifício.

Coordenadas GPS: N39 32.812 W8 58.469

Chalé da Fiação e Tecidos

Foi construído em 1912 para residência do Director da Fábrica de Fiação e Tecidos de Alcobaça, na altura Fernando Alípio e Sá.
Em 1915 o Presidente da República Teófilo Braga, esteve alojado neste palacete quando se deslocou a Alcobaça para inaugurar a Exposição Pomológica.
Em 1949 a Companhia de Fiação e Tecidos coloca anúncio no Jornal (O Alcoa), para arrendar o imóvel. Funcionou neste edifício o Colégio Alcobacense, mais conhecido por Colégio Dr. Cabrita.
Arquitectura civil residencial. Trata-se de um edifício de planta quadrangular, marcado por torreão e por estrutura com cobertura em escamas. Decoração dos frisos azulejares e a traça das cantarias ligam este edifício à Arte Nova.

A Companhia de Fiação e Tecidos de Alcobaça, aluga o palacete à associação CEERIA pela renda mensal de 2 300$00 em 1977. Devido à falência da COFTA em Dezembro de 1988, a associação CEERIA adquiriu o imóvel.
Coordenadas GPS: N39 33.026 W8 59.017

Castelo de Alcobaça

Em 1147 o castelo reedificado por D. Afonso Henriques sobre as ruínas de uma fortaleza anterior. séc. 12 (final) / 13 (inícios) - D. Sancho I reconstroi o castelo destruído pelos mouros entre 1191 e 1195, para servir de defesa aos monges de Alcobaça e aos habitantes da zona, contra futuras incursões.
Em 1369 reforço do castelo com uma barbacã, por D. Frei João de Ornellas, Abade de Alcobaça, reedificação de uma torre caída e da muralha do lado do Mosteiro, para a qual é lançada finta. Em 1422 o castelo é muito danificado por abalo sísmico, sendo restaurado em 1424.


Em 1450 D. Frei Gonçalo Ferreira refaz a Torre de Menagem; Séc. 16, 1ª met. Carta sobre as obras que João de Castilho devia executar nas casas do castelo.
Em 1537, Carta do Cartdeal Infante a Pedro Videira, vedor do Mosteiro de Alcobaça, sobre a obra do castelo.


Em 1537, Carta do Cartdeal Infante a Pedro Videira, vedor do Mosteiro de Alcobaça, sobre a obra do castelo.
Em 1627 reparações no castelo, na torre destacada a E. funcionará a cadeia até ao terramoto de Em 1755 o castelo foi deliberadamente arrasado com autorização superior, no reinado de D. Maria II.

Em 1854 o castelo era considerado extinto nas actas da Câmara.Em 1940 aproveitamento da cisterna para depósito de distribuição de água potável à população 1952 / 1953 reconstrução da parede do castelo voltada ao mosteiro, a partir de uma descrição deixada por Frei Fortunato Boaventura.Planta irregular.



Subsiste parte da cortina de muralhas da primeira cerca, reforçada por 7 cubelos quadrangulares e por um torreão mais saliente, do lado O., virado para o Mosteiro. Uma torre albarrã destaca-se do lado E., entre o recinto e a barbacã de forma oval que o rodeava e que era reforçada, do lado O. por 4 cubelos, 2 deles de planta semicircular. Urbano. Sobre um morro com 69 m. de altura, junto à margem esquerda do Rio Baça, do lado NO. da povoação, dominando-a.


Arquitectura militar, românica, gótica. Castelo de montanha, de planta irregular, reforçado com cubelos, com torre albarrã a E., torre de menagem destacada e barbacã. Reforço tardio de um dos cubelos com escarpa. De origem árabe e reconstrução medieval, o castelo viveu ápocas complicadas entre a presença islâmica e a fixação cristã. Perdeu importância com a instalação do mosteiro na sua base, passando a funcionar como prisão.


A nomeação dos alcaides do castelo era prerrogativa dos Abades de Alcobaça.
O interior do recinto está soterrado com entulho até à altura das muralhas existentes;Segundo a equipa de arqueólogos o Castelo de Alcobaça foi uma prisão; a sua fundação dispersa-se entre as épocas visigótica, islâmica e cristã "a torre albarrã é de fundação islâmica".



Em 1956 dá-se a limpeza ao castelo e a área envolvente incluíndo caminhos de acesso, por ocasião da visita da Raínha Isabel de Inglaterra.
Coordenadas GPS: N39 33.027 W8 58.942